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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Palavra do Arcebispo Dom Matias


Caríssimos irmãos e irmãs Já refletimos sobre a realidade do aquecimento global e das mudanças climáticas que ameaçam a vida em nosso planeta. Seguindo o método ver, julgar e agir, a Campanha da fraternidade nos conduz ao conhecimento da realidade que nos cerca com seus desafios, suas interpelações, seus anseios, nos leva a tomar consciência de que algo precisa ser mudado, e que esta é uma responsabilidade nossa. Somos convidados a ações concretas que dêem novo rosto ao mundo. Antes, porém, destas ações, precisamos iluminar a realidade com a Palavra de Deus, a Doutrina da nossa Igreja e nossa experiência originada e fundamentada na fé em Cristo Jesus. É o que faremos nesta reflexão: Julgar. Toda a situação que já conhecemos no texto anterior é uma realidade palpável e a teologia, o Magistério da Igreja não podem ficar alheios. Nesta Campanha, buscaremos a Palavra de Deus e a própria teologia para nos iluminar numa reflexão mais aprofundada sobre as causas deste fenômeno. A Bíblia não trata explicitamente de preservação ambiental, pois este tema não era percebido na época, mas, especialmente na teologia da criação, Deus nos chama a ter atitudes justas para cuidarmos bem da vida. Assim, refletiremos como a Bíblia apresenta o nosso Deus como Deus da vida, organizador do cosmos. O homem, não como dominador, mas administrador da obra criada por Deus. A expulsão do paraíso, como castigo pela má utilização da natureza. O cuidado com a vida e suas fontes, principalmente no livro do Deuteronômio: a preservação da espécie: “livre deixarás a mãe” (Dt 22, 6-7); a orientação para as batalhas: não destruir as árvores frutíferas (Dt 20, 19-20); a limpeza dos acampamentos (Dt 23, 13-15), No livro do Êxodo uma lição de consumo responsável: a utilização do maná. Além de muitas outras preocupações apresentadas ao povo de Deus. No Magistério da Igreja, por ocasião da realização do concílio Vaticano II, as questões ambientais ainda estavam iniciando, mas a Gaudium et Spes lembrou a criação do homem e sua missão de preservar a natureza (GS 69), e a preocupação com o ritmo do consumo e as provisões de bens para as gerações futuras (GS 70). Encontramos escritos dos Papas Paulo VI e João Paulo II abordando esta temática. E o nosso Papa atual, Bento XVI, tem manifestado constantemente sua preocupação com esta situação, inclusive no discurso inaugural da Conferência de Aparecida. Não podemos esquecer do exemplo de grandes santos, como São Francisco de Assis, Patrono da ecologia, que teve grande sensibilidade em relação à natureza, considerando a todos os elementos criados como “irmãos”.
Que Deus os abençoe agora e sempre.


Fonte: Jornal "A Ordem" - 27/02/2011